O Bicudo

O CRIATÓRIO MACAPABA, é um empreendimento que vê a criação de pássaros nativos como uma oportunidade de negócios, por isso investe no setor. Localizado no Município de Macapá, Estado do Amapá,  telefones: (96) 3241-7131 e 8122-0844, possui registro de criadouro amadorista junto ao IBAMA, ficando livre para criação em todo território nacional.

O proprietário do Criatório Macapaba, AGUINALDO MELO DE OLIVEIRA, natural de Macapá-AP, é Oficial da Policia Militar do Amapá, é formado em Administração Geral, atua no setor de criação a mais de 20 anos.

Especializado em pássaros canoros voltados para a modalidade Fibra e Canto, o Criatório tem um histórico repleto de vitórias em torneios, tendo seus pássaros conquistados diversos campeonatos estaduais obtidos ao longo dos anos.


:: Espécies de Interesse

O BICUDO e CURIÓ são os espécimes de passeriformes produzidas no CRIATÓRIO MACAPABA.

Os Bicudos e Curiós são pássaros apreciados pela excelente qualidade de canto. Essa característica associada à elegância e à enorme capacidade para disputar pelo canto quem é o dominador no território, transformou-se em aves economicamente muito valorizadas.

A caça predatória e a destruição do habitat natural são dois fatores Primordiais que atuam de maneira progressiva e irreversível na diminuição da população desses espécimes. Estes fatores sinalizam para a real possibilidade de extinção, pois em liberdade, já não são muito freqüentes.

A única solução encontrada, hoje em dia, para desacelerar este processo esta sendo a criação racional em cativeiro. Assim, a criação comercial surge como um recurso simples e viável que os ornitófilos e interessados em geral têm à mão para não deixar perder esse patrimônio genético e também contribuir com possíveis projetos de repovoamento em áreas indicadas.

:: Classificação:

Ordem
Passeriformes
Subordem
Oscines
Família
Emberizidae
Subfamília
Emberizinae
Gênero
Oryzoborus
Espécie
Oryzoborus maximiliani maximiliani
(BICUDO VERDADEIRO)
Espécie
Oryzoborus angolenses (CURIÓ)

O Bicudo e Curió são originários da America do Sul e Central, onde a temperatura varia de 25ºC a 35ºC no verão. Essas regiões estão compreendidas no norte da Argentina até o México.

O gênero Oryzoborus (Bicudos e Curiós) caracteriza-se por ter o bico robusto e cônico, próprio para esmagar sementes. Os olhos, as canelas e os pés são enegrecidos. Possuem três dedos muito flexíveis para frente e um para trás. Em suas extremidades apresentam unhas afiadas e curvas nas pontas, adaptadas para agarrarem os ramos finos dos capins.

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Oryzoborus Maximiliani Maximiliani

:: O Bicudo:  é considerado um pássaro nobre. Procria pouco na natureza e quando canta, costuma ficar com a cauda abaixada e o peito para frente, em posição ereta, ângulo de 80 graus, para ressaltar sua elegância e aparência de guerreiro. Os movimentos são compassados e harmoniosos. Habita clima muito quente. Voa com facilidade meia centena de quilômetros a uma altura que não se alcança com a vista. Possui campos de visão e audição muito aguçados. A velocidade durante o vôo é muito rápida, favorecida pela envergadura e pelo tamanho das asas, da cauda e o pouco peso em relação à dimensão do corpo. A cauda e cada asa são compostas de 12 e 17 penas, respectivamente (TOSTES, 1997).

Ainda segundo TOSTES (1997), é um pássaro de comportamento nômade, está sempre migrando e, se for acossado, reage imediatamente, mudando de território; tem aversão a ser acomodado. Não aprecia frio e evita residir em temperaturas abaixo de 25 ºC.

Possui o hábito de se alimentar de capim navalha (Hypolytrum pungens), capim navalha que é encontrado em brejos, que são os locais onde os bicudos habitam (HOSKEN & SILVEIRA, 2000).

Prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25°C. Habitam veredas com arbustos, beira de capões, brejos, principalmente onde haja água abundante e também a ocorrência do capim-navalha (Hypolytrum pungens), que é o alimento básico do bicudo em ambiente natural. Este capim é regulador de intestino, conserva o bico e, principalmente, ajuda o pássaro a se recuperar de qualquer tipo de queda de resistência física. Porém, sabemos que contém muito cálcio, não devendo ser administrado em excesso nos ambientes domésticos. Aprecia ainda o arroz, o que colabora muito para o seu desaparecimento, por causa dos agrotóxicos.

Quando adulto, os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico é branco ou manchado na maioria dos bicudos. Os da subespécie Astrirostris apresentam seu bico totalmente preto. As Fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, e tons de castanho.

Durante a muda de penas eles não cantam, ficam escondidos e saem do seu território. Por esse comportamento, pouco se conhece sobre o habitat nesta época de muda. Grande parte das aves se adapta a vários tipos de ambientes, mas os bicudos não apresentam essa capacidade. Fora do ambiente descrito como ideal para esses pássaros, a procriação se torna muito difícil.

O bicudo é um pássaro territorialista, isto é, dominam um espaço onde não permitem a presença de outros exemplares de sua espécie. O tamanho do território é aproximadamente 100 metros de diâmetro ao redor do ninho, onde seu canto possa ser escutado com nitidez. Esta área territorial é utilizada principalmente na estação reprodutiva. As fêmeas também são muito agressivas, sendo capazes de travar lutas de morte com outras fêmeas para defender seu território e seu macho.

Na natureza os bicudos são monogâmicos, ou seja, vivem em casais estáveis, que estão juntos durante a maior parte do tempo. Voam um atrás do outro, procurando não se separar muito e mantendo comunicação através dos piados e do canto. As fêmeas sempre têm a preferência na hora da alimentação. Há muitas diferenças entre o comportamento do macho e da fêmea. Os machos são vigilantes e alertas, movimentam-se muito e por esse motivo aparecem mais que as fêmeas. Procuram estar sempre nos lugares onde podem avistá-las. As fêmeas ficam mais escondidas e se preocupam mais com a segurança do ninho.

Na natureza não há registro de exemplar que tenha vivido mais de dez anos pelo fato de ficarem muito expostos aos inimigos naturais, como aves de rapina, pássaros maiores, répteis, o homem, doenças, brigas entre indivíduos da mesma espécie, dificuldade de alimentar-se em épocas de seca e destruição dos habitats naturais. Porém em ambiente doméstico, onde os mesmos contam com a proteção dos criadores, alimentação balanceada e medicação apropriada, existem inúmeros pássaros com 20, 30 anos ou mais que ainda participam de torneios. Possuem a capacidade de reproduzir-se com idade avançada. Esta característica é utilizada pelos criadores para realizar melhoramento genético. Através do cruzamento de pássaros campeões, estaremos garantindo a obtenção de filhotes com grande qualidade.

Atinge a maturidade sexual com cerca de dois anos e meio. Com a sucessão das gerações reproduzidas em cativeiro estão se tornando mais precoces, com machos iniciando a reprodução com dois anos e as fêmeas com um ano e meio.

As posturas são de dois ovos (em alguns casos são três) e o período de incubação varia de 13 a 15 dias. A estação reprodutiva vai de outubro a março e um casal pode tirar uma média de três ninhadas no período. Na maioria das vezes o resultado de uma ninhada é um casal de filhote. Atualmente são reproduzidos com certa facilidade em cativeiro, e é essa a grande garantia para a perpetuação da espécie. O Governo Federal, através do IBAMA, incentiva, orienta e normatiza procedimentos para a manutenção e transferência de posse dos pássaros silvestres reproduzidos em cativeiro.

Oryzoborus_Angolensis

Oryzoborus Angolensis

:: Curió: "amigo do homem" em língua Tupi-Guarani, é nome dado pelos índios brasileiros porque, segundo eles, gostava de viver perto de suas aldeias.

De porte muito delicado, é bem ágil, executa acrobacias tipo salto mortal ou pirueta, com muita leveza. Demonstra acentuada vivacidade, está quase sempre em posição oblíqua, ângulo de 65 graus e não se arma tanto para cantar. Os movimentos são rápidos e de muita beleza (TOSTES, 1997).

O mesmo autor também cita que, embora goste de calor, suporta bem a temperatura de até quinze graus centígrados. Voa a grandes distâncias, a uma altura regular. De natureza mais sedentária, normalmente não abandona o território que habita, a não ser na época de muda de penas, quando é obrigado pelas condições climáticas. Uma característica própria dos curiós é habitar - ou ter habitado – todo o território brasileiro, notadamente a costa marítima, à beira dos mangues, desde o Rio Grande do Sul até o Amapá. O curió também procria pouco, mas tem população ainda bem numerosa nos estados do norte do Brasil.

Assim como o bicudo, o curió possui o hábito de se alimentar de capim navalha (Hypolytrum pungens), portanto, também ocupa as áreas de brejos (HOSKEN & SILVEIRA, 2000).

:: Modo de Vida: Tanto o Bicudo quanto o Curió são monogâmicos; os casais estão sempre juntos, voando sempre um atrás do outro e se comunicando através dos piados e do canto. As Fêmeas sempre têm a preferência, podendo comer primeiro e ainda empurrar os machos de seus poleiros, beliscando o corpo deles sem que haja nenhuma reação. Existem muitas diferenças entre o comportamento dos machos e fêmeas. As fêmeas se preocupam com o ninho e redondezas, enquanto o macho movimenta-se muito, estando sempre vigilante e alerta.

Habitat: o território dos Bicudos e Curiós fica sempre perto de lugares onde existe água limpa e abundante e ocorra o capim navalha, seu alimento básico. Esses locais são geralmente baixadas, beira de brejos alagados, margens de rios, várzeas e pântanos.

A temperatura é um componente essencial dos habitats. Ambientes frios, abaixo de 25ºC, não servem, principalmente para os Bicudos. Outra particularidade, diz respeito à umidade que, em excesso, pode causar efeitos maléficos

Territórios: o Bicudo e Curió são pássaros muito territorialistas, ou seja, dominam um espaço de terra onde nidificam e não permitem a presença de outros exemplares de sua espécie. A agressividade é demonstrada entre aves da mesma espécie e outros tipos de aves. É comum o casal se desentender por ciúmes, quando algum outro macho ou fêmea invade o território. O tamanho do território seria como um circulo em volta do ninho, de aproximadamente 100 m de diâmetro.

Tempo de Vida: Relatos obtidos mostram que em ambiente domésticos os Bicudos podem viver cerca de 40 anos, e os Curiós em torno de 30 anos. Podem reproduzir-se em idade bem avançada, o que propicia o melhoramento genético, pois través do cruzamento de pássaros campeões com certeza obterá filhotes de qualidade.

Na natureza acredita-se que não sobrevivam mais de 10 anos, pois a seleção natural e a caça predatória são fatores limitantes à vida desses espécimes.

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